Descrição

“A região vitivinícola de Trás-os-Montes, no nordeste de Portugal, divide-se em três sub-regiões: Chaves, Valpaços e Planalto Mirandês. Montanhosa, de clima seco, muito quente no verão e muito fria no inverno, é cruzada pelos afluentes e subafluentes do rio Douro.

No seus vales profundos perdura a influência mediterrânica, onde, desde o tempo dos romanos, se produzem vinhos afamados. É nessa sub-região de Chaves, entre os vales do Tâmega e da Ribeira de Oura, nas freguesias de Oura, Selhariz, Faiões e Vila Verde da Raia, em solos graníticos, com textura arenosa, e noutros de origem xistosa, que se situam as quintas onde nasceu este vinho. Os seus actuais proprietários são oriundos de famílias há muito enraizadas nestas terras e quiseram preservar a memória dos seus ancestrais, produzindo um vinho de qualidade que, articulado com outras actividades, dignificasse a cultura deste território ímpar. Desta forma, defendem o património que herdaram e participam no desenvolvimento de uma economia sustentável. As castas são maioritariamente portuguesas. A vindima é efectuada manualmente por casta e a vinificação é feita em lagar tradicional onde foram efectuadas inovações destinadas a garantir uma fermentação com controlo de temperatura. Rui Cunha e Sérgio Alves são os enólogos responsáveis. O vinho PALMEIRIM D’ INGLATERRA deve o seu nome a um famoso romance de cavalaria do séc. XVI, escrito pelo transmontano Francisco de Moraes, antepassado comum dos donos destas quintas. “De por si es muy bueno”, foi assim que Miguel Cervantes descreveu esta obra em D. Quixote de la Mancha. O rótulo foi desenhado por Augusto Cid.”